uns vêm a casa sem teto, outros vêm um céu aberto, neste momento já não vejo mais nada que sim, nem que não. band-aid, aspirina, e sonrisal.. passa logo, mas hoje não. por mais banal que seja, quero mesmo lamentar. olhar baixo, acuado em canto, lambendo as feridas, silêncio que ofende. a grande queda, quando nuvem. tão cedo. o chão e a lei da gravidade, adiando o inevitável. só hoje, remoendo mágoas. já dizia o náufrago: preciso de um abraço, ou mesmo um aperto de mão. contenho a vontade de dizer que não quero mais. acreditar. sorrir contente, surpreender com as mesmas velhas piadas sem-graça, acreditar no que dizem, ser alvo de chacota, amar demais e não arrepender do ridículo humano que são as coisas sentimentais. humano, demasiado humano. inocência que se passa por burrice, tão contrário a si, é o mesmo.. espertos que ganham, que não sonham e a banal intervenção degradante passando por cima da natureza diversa, profunda e essência sutil. não preciso duvidar. a bondade em virtude ou em campanha pelo lado mais fraco para equilibrar a dualidade bem-mau? uns esperam, outros lamentam. há quem plante, há quem não faz nada, mas há quem destrói por prazer, índole, diversão.. que lástima, ser abatido em pleno vôo, destruído, desconstruído, feito bôbo, colocado em vitrine-realidade no mundo dos espertos.. desprezo a indiferença. prefiro assim, expor as cicatrizes. cada dia reivento o vento do que me adaptar ao que é pior. passo adiante e digo sempre: estou bem, não foi nada. mas não volto ao mesmo lugar. outra vez.30.8.07
uns vêm a casa sem teto, outros vêm um céu aberto, neste momento já não vejo mais nada que sim, nem que não. band-aid, aspirina, e sonrisal.. passa logo, mas hoje não. por mais banal que seja, quero mesmo lamentar. olhar baixo, acuado em canto, lambendo as feridas, silêncio que ofende. a grande queda, quando nuvem. tão cedo. o chão e a lei da gravidade, adiando o inevitável. só hoje, remoendo mágoas. já dizia o náufrago: preciso de um abraço, ou mesmo um aperto de mão. contenho a vontade de dizer que não quero mais. acreditar. sorrir contente, surpreender com as mesmas velhas piadas sem-graça, acreditar no que dizem, ser alvo de chacota, amar demais e não arrepender do ridículo humano que são as coisas sentimentais. humano, demasiado humano. inocência que se passa por burrice, tão contrário a si, é o mesmo.. espertos que ganham, que não sonham e a banal intervenção degradante passando por cima da natureza diversa, profunda e essência sutil. não preciso duvidar. a bondade em virtude ou em campanha pelo lado mais fraco para equilibrar a dualidade bem-mau? uns esperam, outros lamentam. há quem plante, há quem não faz nada, mas há quem destrói por prazer, índole, diversão.. que lástima, ser abatido em pleno vôo, destruído, desconstruído, feito bôbo, colocado em vitrine-realidade no mundo dos espertos.. desprezo a indiferença. prefiro assim, expor as cicatrizes. cada dia reivento o vento do que me adaptar ao que é pior. passo adiante e digo sempre: estou bem, não foi nada. mas não volto ao mesmo lugar. outra vez.
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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
- Mário Quintana