21.8.07

fez as mais belas canções para ela que lhe deu tanta inspiração. ninguém era mais e era tudo. tão simples, mas nem sempre foi assim. absoluta relatividade. amor e perfeição. utopia breve e distante do parnasianismo idealista em campos verdes da eternidade primaveril nos rostos solares juvenís dos glúteos perfeitamente descansados no assento imperial da casa-grande, breve tempo das imagens perfeitas desumanas que o vento levou dos corações pomposos e soprou, sublime simplicidade da sua natureza original, como quem leva sem pedir o que não tem dono, assim mesmo, como quem suverte a ordem ou rouba um beijo. a verdade profunda dos sentimentos e o significado do amor perfeito não sei dizer agora. olhando daqui John e Yoko, era lindo ver. tinham um beijo assimétrico, rostos alongados como em tela de cinema, sem uma harmonia plástica, quase estranhos no ninho mas sempre um ao outro em entrega total de sentidos em uma ligação que se compara á algo quase uterino. oriente e ocidente que se completam em um mundo, quase tortos e igualmente simples, complexo e perplexo com o presente do instante-momento. amor, palavra simples, de tantos devaneios, cartas, flores, loucuras e mais histórias através dos tempos, nunca saberemos afinal tudo ao todo. no amor é o único jeito de ser apenas um sendo a outra pessoa. deveria haver no mundo um dia alguém que escrevesse uma espécie de gran finale do amor em que todos que amam fossem amados. sem motivo, sem explicações e sem qualquer.. mesmo assim não há tantas palavras que eu possa dizer.

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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

- Mário Quintana