Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!
- Mario Quintana
> Silepse. [Do gr. syllepsis, 'ação de compreender' pelo lat syllepse.] S.f. 1. Gram. Figura pela qual a concordância das palavras se faz de acordo com o sentido e não segundo as regras da sintaxe. [A silepse pode ser: a0 de gênero; ex.: "Admitindo a idéia de que eu fosse capaz de semelhante vilania, S.M. foi cruelmente injusto para comigo" (Alexandre Herculano, Cartas II. p. 9); b) de número; ex.: "O resto do exército realista evacua neste momento Santarém;vão em fuga para o Alentejo." (Almeida Garrett, Viagens da Minha Terra, p. 311); "Muita gente anda no mundo sem saber pra quê: vivem porque vêem os outros viverem" (J. Simões Lopes Neto, Contos Guauchescos e Lendas do Sul, p. 235); c) de gênero e número (rara); ex.: "Eis que começa a gente do mar a queixar-se e dar culpas a quem os fizera navegar." (Fr. Luís de Sousa, História de S. Domingos, I, p.207); d) de pessoa; ex.: "Quanto á pátria da Origem, todos os homens somos do céu" (pe. Manoel Bernardes, Nova Floresta, I, p. 261); "Ambos recusamos praticar este ato" (Alexandre Herculano, Opúsculos, I, p. 183); "Os republicanostemos cumprido o nosso dever avisando o povo." (Antônio da Silva Jardim, Propaganda Republicana, p. 247); "Quando Cristina acabou, todos a quisemos beijar" (Vergílio Ferreira, Aparição, p.30) 2. Ret. Emprego de uma palavra no sentido próprio e no figurado, a um só tempo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
- Mário Quintana