desculpa o clichê que está por vir. todos pensam diferente mesmo, talvez para alguém seja algo, enfim. e não era isso mesmo, talvez agora um pouco mais. antes de acordar eu não sonhei com o que eu veria: céu nublado, mas bonito. um frio esquisito, sexta-feira, corações bobos, cheiro de manhã se arrastando até meio dia, não era a blusa que eu queria mas tudo bem. pé dormente pelas pernas cruzadas, uma dorzinha no alto do olho esquerdo mas não é nada. encontrando os velhos óculos debaixo do sofá, sem perceber parando de fumar. esquecendo um pouco mais do presente. talvez assim mesmo deveria ser sempre se eu não fosse tão diverso em pensamentos, possibilidades, alternativas, portas abertas e etecéteras. como contornar os destinos previstos e dizer que não sente, sentindo? preciso encotrar outros meios, precisa existir o futuro. várias formas de pronunciar as mesmas palavras e também gosto muito da beleza implícita das coisas simples e da diferença inédita de aprender as mesmas coisas com significados diferentes em um novo momento. talvez assim. assim, qualquer coisa é quase coisa e nada mais não é nada. como as flores e seus insetos com as mesmas cores e mais uma vez não há regra, nem lei, não há céu agora que tudo é céu e nem há estrela que seja passageira. no momento de uma vida apenas, um momento sequer em um remoto rincão do universo há um sentido comum das diferenças aparentes. uma grata surpresa me esperava, eu não esperava. se possível, mais feliz. no entanto. tanto nuvem quanto passageira.
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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
- Mário Quintana