nada. vejo o mapa do mundo no teto do quarto. não penso agora, antes do meio dia. não me vale mais contestar o resultado.. equilíbrio e ponderação é o que dizem. e eu não estava lá. a lança estava no ar quando eu disse as palavras certas no momento errado.. entre tantos erros que ví em mim, apenas aquele que me esquecí. o ultimo erro, soará para mim como os sinos da memória o silêncio da montanha. como quando me vejo quando olho no espelho. óbvio bucólico. sorte lançada inutilmente resistindo á lei da gravidade, flutua como se fosse possível por eternos segundos apenas na minha cabeça, cumpre, e cai em destino óbvio que seria mesmo e não era assim pra ser agora ? e depois? sim, talvez. rimas não me salvam mais despertar no outro dia e olhar para o lado, perceber que dormí acordado. nada mesmo. deixa estar? e eu pensando, pensando, aqui com os meus botões.. e os dilemas da humanidade não me pautam mais quando tudo que eu queria era dormir mais. sim, mas nem tanto. não precisava ser assim tão sem saber de nada. assim sem sentido, sem volta. ainda que fosse mais que palavra dita, que seja o que for e também não ser se quiser, para que seja apenas ser, que seja ao menos o que for. derramo o que resta para que caia no chão, que volte em árvore, ramos da procissão; para que dissolva o chão ou pensamentos; que evapore, que nuven seja e volte pra cá. derramo o amor no leito do rio para que volte ao mar, amar. que se faça verbo no meu tempo do tempo de chuva ou presente. menos e mais, não me interessa agora. cada dia pior, insistindo no erro. rimas insólitas poesia bucólica. pode ser mas não é nada, nada que tire da cama o silêncio da montanha.
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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
- Mário Quintana