29.8.07

how does it feel? perguntou e virou as costas. todo mundo está só. andando na cidade, procurando sinais da própria existência, o espelho já não serve mais. ser um só na multidão é ser quase um 'não ser'. não tente controlar o tempo, ás vezes faça planos para o fim do mundo e não arrume o quarto todos os dias: o mais importante é abrir as janelas da casa. pessoas do meu lado não entendem, mas nem precisa. quando não há botões para apertar e surtir algum efeito, que seja, eles te dizem que a saída é pela porta e em breve você estará do lado de fora. se quando o sinal tocar e você não tiver vestido a sua roupa preferida ainda eu lhe digo, garota é melhor deixar para trás, lá eles terão fósforo e você acenderá o seu cigarro e este será o seu aquecimento durante a chuva. pense nisso como algo bom e você se sentirá melhor. se alguém lhe pedir perdão, nada diga: está perdoado. preste atenção nos atores coadjuvantes dos filmes nonsenses e você saberá qual é a câmara da sua vida que você não poderá olhar diretamente. quebra automática de linha induzem minhas letras para baixo como nas letras do Belle e Sebastian falando sobre Bob Dylan. ás vezes procuramos para nós o final mais esplêndido com um fechamento de cortinas sob aplausos de pé mas não há papel principal para todos e nem o palco é algo natural. prepare para o pior e seja mais feliz. a vida não é um filme, mas ainda assim é uma farsa, somos a tragédia sem saber, pilotos de testes, bonecos de acidentes esperando o momento e sonhando pela redução de danos. existe autoajuda sem egoísmo, basta acreditar em coisas que não existem. ninguém prepara uma bibliografia por mim, por isso nem tudo o que eu digo é o que eu penso mas o seu efeito. lúdicos no poder, sim, deveria ser natural. precisamos nos dar menos importância para os outros pois em vários momentos estava só. machuquei o joelho, ninguém assoprou. todo mundo é uma pessoa só mesmo quando não é.

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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

- Mário Quintana