banalidades anti-sistema de uma pessoa introspectiva normal á beira de um ataque de abismo .. ou pseudo ensaio do discurso realista, nada a ver com a realidade
..descascando laranjas em frente á tv,
não mais cervejas,
não mais planetas.
desisto da arte..
disso que se chama
a dor humana
a expansão do universo
a direção do cosmos
a desistegração da antimatéria
não interessa tanto agora.
as pirâmides do egito, o himalaia,
os jardins suspensos ou o taj mahal
estão todos lá fora.
o mundo até aqui, a esquina até alí
o império do garfo e faca sobre a mesa
não me intriga mais
o iluminismo não ilumina o quarto,
o pão espera ferver a água do café
já que voltei para casa mais cedo
nada me questiona
nada me incomoda
minto pra mim se confortável for acreditar
caí de maduro e acordei
dos mesmos sonhos de quando eu não tinha
antes de me colocarem no chão
sou apenas eu olhando pra mim
tentando me ver atrás do espelho..
agora eu sou moderno, não me importo se é eterno, até que é bom
tudo outra vez e eu era apenas eu sobre o rascunho de um pedaço de papel
me plagiando feito um louco a perguntar o que que a vida vai fazer de mim ..
- de 27/07/07 [ a day in the life ]

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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
- Mário Quintana