18.3.08

um batalhão desce a rua em direção à minha casa.
tenho qualquer segredo que não me deixa dormir.
tenho dez comprimidos de comida de astronauta,
tenho uma ficha de fliperama, chicletes e cigarros no bolso.
nada que que faça mudar a direção do caminho de fugir de casa
nunca ando do mesmo lado da calçada. tem dias que eu te vejo
e perco o sono, tem dias que o sonho não acaba nunca.
tenho treze anos de estrada, curvas e campos desertos.
tem dias que eu acordo de manhã e não me lembro onde estou.

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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

- Mário Quintana