partindo das coisas distantes cada vez mais longe do que pensava. desprovido de sentido, caminhava em direção a um destino qualquer. tinha nada nas mãos, era ele mesmo alvo das pedras que jogava para cima. perdia todo o senso e as coisas que achava não era nada do que estava procurando. não tinha meios de se destruir, diziam não ser capaz de levantar as mãos para o alto. continuava sem vontade de continuar. era apenas um nome e um número, parecido com nada que havia visto antes, perambulando pelas cordas bambas que encontrava na calçada. não tinha sono porque nunca havia acordado.
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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
- Mário Quintana