20.3.08

não existe o amor
e não existe o sol

disperso minha sombra e
ando pelo telhado frágil,

desfaço os versos falsos
que eu tinha no bolso

eu perco o sono, eu durmo.

me cubro de terra
meu último lençol

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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

- Mário Quintana