27.7.11

VAIS PRA ONDE, NARCISO?

Mais um amor que se vai.
Mas amor não acaba, então não era amor.
Só saberei o que é o amor no fim da minha existência?
Não, pois só amo vivo. Logo meu maior amor fui eu mesmo
quando o amor só existe pra mim se eu existir.
Não pretendo conquistar o espelho
prefiro cortar os pulsos narcisistas da imaginação egoísta e sem fim
meio copo de vinho barato e um disco arranhado na radiola
e a falsa impressão de não estar lá.

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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

- Mário Quintana