andando pelo deserto, cabisbaixo,
com uma garrafa de água vazia nas mãos.
todos os sapatos se acabaram,
todas as fotos desbotaram sob o sol.
todo sol volta no dia seguinte,
assim como é difícil carregar a cama
e é tão dificil domir sem ter onde.
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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
- Mário Quintana