Meu coração partido por um caco de vidro da janela de uma pálida casa velha,
teve todas as chances de fugir, mas estava parado ainda, não estava em lugar algum.
Batia, mas sem sair do lugar. Tinha mais de um pensamento, tinha duas promessas marcadas à letra em terra de areia, não era nada, era apenas solidão. Eram apenas duas pessoas a se encontrar em nenhum lugar e nada acontece, era o dia marcado para ser um dia tão normal. Pessoas comuns passam pelas calçadas e muitas coisas que não pensamos são as mesmas coisas de sempre.
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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
- Mário Quintana