17.10.07


Invenções pra peixinho de aquário

Bloco de notas sobre o vento é esquecer o número do próprio telenone, é escrever um poema na areia e aceitar que seja apagado, que esqueça, é aceitar o esquecimento, é aceitar não ser o primeiro e se levar menos à sério. Cartas para o futuro não é nada especial, pode ser espacial, é a esperança de ser lido, é a data de aniversário, é a fé no fim do mundo, é a certeza que o instante existe mesmo na intervenção extemporânea e é a crença de que o tempo irá passar no próximo segundo. Música pra fechar os olhos é sorrir junto, são amigos sorrindo, são como adultos ouvindo valsa como se fosse música de ninar pra dormir, é ter como remédio o placebo, é o fim da solidão por um instante ainda que poderia voltar, olhar nostálgico mas nem tanto e nem esta a palavra, que no dia seguinte você estará só por um tempo e deve entender isto; que as pessoas precisam crescer e você poderá ficar sem sorrir por um tempo, mas se quiser poderá vê-los novamente nos fins de semana e rir das mesmas piadas sem graça novamente e novamente. Não faz sentido, tudo bem.




2 comentários:

  1. Para mim faz todo sentido...

    ia eu te dar um baita dum xingão.

    Como pode alguém te rum blog e não deixar o canto pra gente comentar^?

    Vaidade excessiva? rsrsrs

    Beijo...

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  2. Obrigado querida! :)
    Muito pelo contrário, se fosse por excesso tenderia mais pra humildade excessiva mesmo.. rs Obrigado por vir! Volte sempre sempre! :)

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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

- Mário Quintana