31.10.07

vivo.
tanto que me contesto
de alguma forma

intenso,

.. paralelo a toda virtude odeio o aspecto limitado das palavras e a eterna insatisfação de não conseguir dizer o que sinto
como se tudo coubesse em uma palavra
como se houvesse apenas uma forma de nada
como se isso que sou se bastasse em palavras
como se estivesse de passagem a mudar coisas despercebidas,
ou se minha consciência fosse todo o mundo que vejo

sei que não é isso,
apenas poesia
mas não sei,
poesia qualquer

Amo.
que não sei o seu contrário
tanto que desgastei o verbo,
e mais uma vez perdí a sorte,
o medo do mundo,
e o medo de errar.






3 comentários:

  1. ..."odeio o aspecto limitado das palavras"... Falo muito sobre isso com quem está ao meu redor, sobre não conseguir, ou não poder (apesar da licença poética) inventar palavras para me definir, ou definir o que sinto, ou o que desejo!
    Ah como é difícil grafar coisas que estão ou vivem além do papel e da tinta!
    Beijos!

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  2. Nossa... adorei seu blog!!!
    Que bom que gostou dos meus posts!!!!
    Seja bem vindo sempre!!!!!!
    FELIZ PASSAGEM DE ANO PARA VOCÊ TAMBÉM!!!!!!!

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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

- Mário Quintana