estão todos ocupados, ocupando todos os espaços
te contar o fim do filme e contar até infinito esperando você voltar
não é o mesmo que te contar uma história sem fim
tinha saudades de um tempo
mas nada é para sempre
pegue uma senha
e vá para o fim da fila
não precisa dizer
acho que eu já sei
músicas ridículas
mas não há culpa
moças da tevê não são tão belas
se não passam por minha janela
você sabe, eu não sei de nada.
que começa a doer logo quando se aprende,
borboletas me diriam, minutos que se vive,
tanta coisa não faz sentido, por vezes nem precisa..
preciso de uma rima para terminar esse poema. pode ser rima fácil, tosca, frágil, débil, inútil, descartável, inexpressivo, despercebido e sem luz, do tipo flor com dor. limpo, clássico, utópico, não dói, não quebra nem enferruja e é fácil de montar. ainda assim não rima com nada que eu penso agora. o que eu penso agora já passou.

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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
- Mário Quintana