só
abria os olhos em um lugar desconhecido e não lembrava nem quais eram as roupas que estava vestido e nem onde havia dormido, não se lembrava de nada. olhava ao redor e por mais que tentasse entender algo, nada do que via em volta fazia algum sentido. eu estava só, estava tonto e sem nenhuma lembrança de como fui parar alí, não conseguia perceber nenhuma lembrança do que havia passado há aproximadamente mais de dois dias atrás e não havia ninguém em volta para explicar algo. aos poucos começa a medir algumas consequências óbvias como o medo de cair da cama e achar agulhas que estavam enfiadas nas veias do braço, sabia que havia dormido por horas e horas, talvez dias mas não sabia realmente. os pés cansados pediam pra ficar como se tivesse caminhado por toda a cidade na noite anterior. o coração taquicárdico batia mensagens subliminares de que deveria fugir dalí mesmo com sérias chances de desmaiar no meio do caminho. mas não sabia onde estava, por isso não tinha pra onde ir e por isto então ficou parado e só.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
- Mário Quintana