18.1.11

A arte de voar..

Tudo estava tão simples e nem o silêncio foi rompido..
Nem de longe podia imaginar que o que estava acontecendo era real. Quando o asfalto passava lado a lado, voando baixo, atingindo a relatividade do tempo e como se 20 segundos restantes tivesesm durado muitos dias. E assim foi.
E os mesmos sempre estiveram lá, os mesmos no meio da estrada.
Mas eu voava, voava e não parava mais de levitar sobre as britas quentes e piche.
Sorte e coragem faziam todfa a diferença quando não tinha mais nada a fazer.
O suficiente para fazer pensar sobre a vida, as coisas simples e poder dizer o que viveu.
E foi esta a primeira vez que ele conseguiu esvaziar a mente. Para os mortais a melhor vida é sempre a última. Pensava em tudo, mas não lembrava de nada. Britas se rompendo e vento eram os únicos sons, ainda assim, baixos.
Ao acordar de um sonho e me deram um copo de água para beber.
Aos poucos uns poucos chegaram e
discretamente comemoramos juntos
o renascimento de um poeta brasileiro.

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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

- Mário Quintana