Andando pela rua, por muito tempo..
Só o destino me acompanha e quem quer que seja,
pois eu nem mesmo consigo ver as pessoas que me vêem.
Até posso não me importar com muitas coisas e posso até não me importar.
Mas o que fica é que sempre o mais importante é aquele que vem primeiro,
então é esse que será aquele que vai ser. Você entende? Nem eu. Tudo bem, esquece.
Odeio qualquer coisa que me deixe contrariado, simples e facilmente.
Aliás, tenho cultivado a suprema notória habilidade em odiar qualquer espécie de coisa. É sempre mais fácil não gostar de qualquer. Gostar pode ser um comprometimento que acaba com tudo e pode lascar qualquer coisa.
Se o mundo fosse diferente talvez muito tempo passaria rápido ou pouco tempo passaria devagar, que seja. Podia ser que sim, não sabemos e provavelmente não saberemos. Mas eu não estaria aqui escrevendo ou estaria em uma ilha deserta.
Em qualquer lugar que seja há pouca estrada pra muitos caminhos e há de caminhar muito até encontrar-me e encontrar um caminho sem ter que voltar. E ainda que esperar muito tempo é às vezes como não poder fazer nada. Esperar tudo acabar é como não ter pra onde ir e tentar esquecer. E até que talvez muito tempo ou até depois
que não haja mais ninguém e fechar a porta. Este sim pode ser o fim.
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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
- Mário Quintana