9.1.11

Problemas Superficiais

Tal qual um relógio, sempre correndo ou parada.
Passava quase despercebida entre a multidão,
sempre no mesmo horário, destino e velocidade.
Carregando um semblante sempre sério,
quando não encontrava alguém,
mas estava ouvindo uma canção.
Fico pensando no que ela estava ouvindo
e até hoje eu não sei, mas preferia mesmo não saber,
pois se as canções que ela ouve agora eu pudesse ouvir
não seria diferente, seria apenas repetir. Se o que você faz
de melhor ao mundo é justo aquilo que você tem de único,
ser você mesmo. Então, volte pra casa e esqueça os seus
problemas superficiais..

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

- Mário Quintana