12.12.07

pinto um rascunho do céu na palma da minha mão, disfarço todos os meus defeitos como quem perde o medo de errar e por um momento eu pensei que fosse o fim. entre tantos quase nenhum era nada, poucos eram algo.. nunca quis dizer isto, mas estou realmente triste, cansado, só e sem esperança. fora os neuróticos todas as pessoas que conheço são loucas por um motivo ou outro. tenho uma capacidade incrível de amar muitas pessoas e esconder minhas mágoas, como se não existissem, mas ás vezes amigos e inimigos podem agir como se fossem os mesmos e isto é um instinto natural, se esconder na multidão. de todas as doenças a que mais odeio é a sociopatia que abre um sorriso em sua direção antes de lhe passar por cima. a lenda da tênue linha entre o amor e o ódio me seduz como quem precisa chorar pra depois sorrir. como se fosse possível adivinhar, aceito o futuro e sei que posso mudar de idéia amanhã, mas prefiro errar do que me arrepender.




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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

- Mário Quintana