não deveria ter remorso em estar triste, se já me basta a tristeza.. o fim da verdade ou a indústria da ilusão. o lado bom é que sempre há possibilidades de subversão dos fatos tal como lhes são apresentados em sua superfície, como quem diz e até tem razão que em um sentido mesmo restrito.. como se fosse mesmo possível sentido restrito e se houvesse mesmo um lado que não os estabelecidos, o que existe é a vontade de acreditar, apenas isto e dançam. eles te dizem com convicção tanta coisa sem sentido tão estranhos quanto um novo cardápio. entendo, ninguém entende. viver é raro, mas tão comum ás vezes que se perde em brevidades e complexos despropositivos. mas ninguém sabe disso. e quem vai dizer, se não sou eu a falar? ninguém precisa entender o que é necessário para derrubar os que decidem sobre o que é preciso entender. este sou eu e a minha voz triste pela sala vazia, os olhos ainda teimam em alcançar o horizonte mas firme sem saltar expressão. suspeito de mim, um anti-herói descalço sorrindo contente para o público ausente. antes fosse apenas querer, mas não. mas não quero eu salvar o mundo, não sozinho. até quero, mas não sozinho. caso fosse, e se eu me tornasse míope, ou se esqueceria o tédio.. no máximo no primeiro dia, passos da vida, engasgaria com saliva, morreria de falta de ar abaixo de tanto céu por pura falta de atenção como quem morre de sede no meio do mar ou se sente só na multidão. preciso me dizer alguma coisa, que sou livre, que ainda há tempo.. mas também preciso acreditar no que eu digo.
12.12.07
não deveria ter remorso em estar triste, se já me basta a tristeza.. o fim da verdade ou a indústria da ilusão. o lado bom é que sempre há possibilidades de subversão dos fatos tal como lhes são apresentados em sua superfície, como quem diz e até tem razão que em um sentido mesmo restrito.. como se fosse mesmo possível sentido restrito e se houvesse mesmo um lado que não os estabelecidos, o que existe é a vontade de acreditar, apenas isto e dançam. eles te dizem com convicção tanta coisa sem sentido tão estranhos quanto um novo cardápio. entendo, ninguém entende. viver é raro, mas tão comum ás vezes que se perde em brevidades e complexos despropositivos. mas ninguém sabe disso. e quem vai dizer, se não sou eu a falar? ninguém precisa entender o que é necessário para derrubar os que decidem sobre o que é preciso entender. este sou eu e a minha voz triste pela sala vazia, os olhos ainda teimam em alcançar o horizonte mas firme sem saltar expressão. suspeito de mim, um anti-herói descalço sorrindo contente para o público ausente. antes fosse apenas querer, mas não. mas não quero eu salvar o mundo, não sozinho. até quero, mas não sozinho. caso fosse, e se eu me tornasse míope, ou se esqueceria o tédio.. no máximo no primeiro dia, passos da vida, engasgaria com saliva, morreria de falta de ar abaixo de tanto céu por pura falta de atenção como quem morre de sede no meio do mar ou se sente só na multidão. preciso me dizer alguma coisa, que sou livre, que ainda há tempo.. mas também preciso acreditar no que eu digo.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
- Mário Quintana