14.12.07

o que te importa o que eu digo se nem eu me levo á sério em palavras subversivas, ou se me levo tão a sério que nunca me mostro na simples superfície de um dilema cotidiano ou vértices gráficos de um problema de matemática. no final de tudo resta apenas palavras, devaneios, ciências menores.. se minhas próprias palavras são placebo para driblar os sentimentos, se nunca digo o que penso, mas o que eu gostaria que pensasse que eu penso. não é contra mim mesmo mas é mesmo espelho, só que do avesso. do meu lado. não mesmo é o que penso, nem sei sobre mim, só sei de mim. mas definitivamente eu não sei o que digo. expressão da necessidade de dizer arriscando ao máximo com um mínimo de risco possível, o suficiente para manter a minha cabeça onde está.

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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

- Mário Quintana