28.12.07

um pedaço do que sou..

Sabe daqueles caras cheios de certezas,
que toma o horizonte quando chega,
não sabe o que é perder, sem dúvidas
bate no peito e que não se preocupa com
'o que as pessoas vão pensar'? Talvez
eu não me resumiria em parcas palavras,
mais fácil dizer o que não sou. E certamente
eu não sou nada disso do que eu disse antes..












talvez o contrário, do contrário, do contrário..


'Até que me provem o contrário não tenho nada contra quem pensa diferente de mim.' Mas se me contrariam ao querer que eu pense diferente é pensar contrário do que eu pensava antes então se eu poderia estar errado, deveria pensar diferente e ser contra quem pensa diferente? Ou se provar o contrário é não pensar diferente de quem pensa diferente então há concordância duas vezes.. Afinal, consciência, o que queres de mim talvez seja um pedaço muito grande, de tudo o que sou. A propósito, aceito a incerteza do amanhã do que o tédio de uma história sem fim.

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27.12.07

podia ser considerado feliz e talvez isso já lhe bastasse. acabar, ceder, enfim, dormir, talvez sonhar e como poucos sabe que esteve ás margens de um sonho e em certos lugares, que viveu cada vão momento como se muitas vezes a única coisa que restasse na vida. outro. já era, mas agora que tomara o gosto pela vida via mesmo que deveria ter sido um pouco melhor que antes e já não sabia mais o que fazer sobre isso já que o amor que só agora sentia por si mesmo viera um pouco tarde, era quase tudo que tinha agora e continuar a ser como uma última página de um livro sem sequer ter lido a primeira. dias são assim, que ainda relutam em nascer os mesmos que antes lhe parecia certamente um pouco banal, forçado ou demais. pois logo, como sempre tudo passava e não podia mais ficar visto que sempre o chamavam por motivo de força maior. ele. renegava a si mesmo agora como se não pudesse partir, deixava um braço para trás, um cheiro de terra curtida que não sentia em outro lugar, um perigoso olhar para trás, o instinto de nascer, querer sem saber, querer ser muitos, viver novamente. andava aleatório e guardava para si mesmo uma certa pressa como quem se protegia de mostrar que não há mais nada a fazer. de certo que andar na multidão lhe dava sempre uma espécie de satisfação ilusória em andar na contramão, vivia assim de rimas fracas e sem querer como dia após a noite. por vezes esquecia de si mesmo e do seu nome tentando se ver nos olhos baixos de quem vinha e passava adiante desmanchando promessas eternas, apagando passos, vivendo por assim dizer. ele do alto seu descontentamento em não poder fazer do seu mundo uma revolução todos os dias era contido a cabos de aço pelo medo de ficar falando sozinho.

26.12.07
















Notas de um natal em frente à tevê:


-Para tentar esquecer de todos os ritos da cultura judaico-cristã é muito importante que não fale com os vizinhos, não ligue a tevê e não saia de casa. Aconteça o que acontecer o assunto será apenas um: o mesmo.

-Asistindo filmes bíblicos: Se queres ou pretendes ser, de veras, honorável digas em seguda pessoa: deu certo na colonização do ocidente, difusão do criacionismo, nas cruzadas, invasão do Iraque, etc.. ¿Por qué no te callas?

-Assitindo filmes bíblicos: Se queres dominar o mundo a primeira coisa é que você devia ter pensado isso antes de Abraão. E a segunda é: invente uma história para o início para o mundo com um casal no paraíso, nudismo, sexo, culpa, invasão de privacidade e violência.

-Dilemas ecológicos da humanidade: Não é o meu caso, mas uma pergunta: O que fazer com aquela árvore de natal de 279 e 1/2 garrafas pet que ocupa metade da sala, depois do natal?

-Esqueça os presentes de natal, se não gostarem dos seus presentes vão te detestar do mesmo jeito. Portanto não arriscar é a melhor saída. Use o seu décimo terceiro para depois aproveitar as promoções de produtos arranhados nas lojas apartir de 5 de janeiro, com descontos de até 50%.

-Esqueça os elementos tradicionais da ceia, estarão hiper-inflacionados. Por outro lado, se arriscar sair de casa, aproveite a mega promoção de salsichas, toicim, ovos, amendoim e pinga no supermercado mais próximo.


Quebrando o protocolo:

Não estava no script a greve dos roteiristas norteamericanos..

24.12.07















..tantas pessoas que se atribuem defeitos notavelmente despercebidos. talvez não seja sempre assim tão mal quanto ás vezes ..mas, se fosse, o que seria da música se não fosse as notas dissonantes? não sou otimista assim, mas o que adianta o contrário? rs

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faz sentido













a modernidade



















e não te dizer o que sinto
por loucura ou educação,
negando a mim mesmo..
o quanto seria diferente?















7, 6, 5, 4, 3, 2, 1 ..









































algumas coisas bem que poderiam ser diferentes












açúcar ou adoçante?



















enquanto o mundo passa



















apenas o tempo














existe vida














vírgula









sol, lua, terra, chuva ..








amor












todas as cores













vontade















por que não sei?















em algum lugar














um dia

21.12.07



"Afinal, sou um ser humano como outro qualquer, sem menor importância, que olha para o céu e sabe como somos pequeninos nesse mundo difícil de viver. Mas tenho procurado manter o meu caminho no sentido de um mundo melhor, todos de mãos dadas. Que a gente tenha uma vida mais fraternal, que as pessoas se olhem sem procurar defeitos, achando na outra uma qualidade”.

Niemeyer, Oscar

19.12.07

pés de página das histórias mal contadas, figurantes das revoluções da história universal, ideologias orientais arcaicas que não gostavam de dinheiro jamais saíram do papel, a história dos perdedores, a defesa dos oprimidos, a revolução pelo sorriso..



..antiheróis
o que pensas ao olhar perdido no horizonte,
a subversividade da vida como exceção,
o instinto de respirar sem pensar..


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"Os loucos são certos numa sociedade errada."


Lao Tsé

老子


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"Chegou a hora do Super-Homem. O homem é uma ponte colocada entre o animal e o Super-Homem, um perigoso passo no caminho, um perigoso olhar para trás. Tudo nele é perigoso. Chegou a hora do Super-Homem."

Nietzche, Assim falava Zaratustra


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18.12.07














Papai Noel F.D.P

Ratos de Porão
Papai noel filho da puta / Rejeita os miseráveis / Eu quero matá-lo / Aquele porco captalista / Presenteia os ricos / Cospe nos pobres / Presenteia os ricos / Cospe nos pobres / Pobres! pobres! pobres! pobres! / Vamos sequestrá-lo / E vamos matá-lo / Por quê ? / Aqui não existe natal / Aqui não existe natal / Aqui não existe natal / Aqui não existe natal / Por quê ? / Papai noel filho da puta / Rejeita os miseráveis / Eu quero matá-lo / Aquele porco captalista / Presenteia os ricos / Cospe nos pobres / Presenteia os ricos / Cospe nos pobres !!!

14.12.07

agente fica olhando pro céu e tanta estrela, tanto silêncio, e parece que elas também olham pra agente. olho pra gente e tem tanta coisa também aqui no chão, fico pensando se lá no céu tem um pedaço da gente e se aqui tem um pedaço do céu, se somos um do outro como espelhos olhando nos olhos vendo o outro e olhando pra si mesmo.
há muito tempo queria escrever, faltava tempo e palavras, muito embora tempo e palavras no final das contas sejam quase a mesma coisa se com o tempo a expressão em palavras e as palavras com o tempo passa. mas também nem tudo precisa mesmo ser dito, demorei aprender estas coisas sem nome como quem vai pescar mas não é peixe, coisas que nem eu mesmo sei como aprendí, talvez com o silêncio da estrada a distância que eu estava ás véspera da chuva, há momentos em que qualquer um em algum momento vai se encotrar sozinho por mais que diga que não quase todos nós somos quase iguais em muitas coisas a exceção fica por conta das diferenças como o próprio nome diz. ás vezes temo escrever um livro, temo precisar de mais de duzentas páginas para dizer alguma coisa e por mais que pensem o contrário ainda assim o que pensam não era isso que eu quiz dizer. eu não aprendí a ser você, talvez hoje eu até já esquecí que tinha de ser o que eu sonhava, mas provavelmente realizei meus sonhos, mas provavelmente procuro outros sonhos para alcançar. sonhos e nuvens duram pouco mas sabem muito bem a que vieram e falam com as pedras. por isso o contrário de nós é agente mesmo e não há muita coisa pra dizer se o que eu mais queria ouvir era mesmo a sua voz.
Liberdade
Composição: Marcelo Camelo
Perceber aquilo que se tem de bom no viver é um dom
Daqui não,
eu vivo a vida na ilusão
Entre o chão e os ares vou sonhando em outros ares, vou
Fingindo ser o que eu já sou
Fingindo ser o que eu já sou
Mesmo sem me libertar eu vou
É, Deus,
parece que vai ser nós dois até o final
Eu vou ver o jogo se realizar de um lugar seguro
Seguro
De que vale ser aqui
De que vale ser aqui
Onde a vida é de sonhar
Liberdade
o que te dizem na estrada, era esse o destino. afinal. ressaca moral e boa sorte, são quase a mesma coisa para o futuro. doses de Rousseau - au! - para acreditar na natureza dos seres humanos, minha religião ainda é nenhuma, ou paz e amor, se é que eu ainda posso escolher uma dessas coisas que nos faz aceitar existência como bons bezerros pastando e que não berram, pílulas como beberia com copos de água ao acordar de manhã cedo. tão simples como compreender o holocausto da dominação colonial sobre nossos índios é a necessidade dos colonizados em se entorpecer da realidade para não compreendê-la sob pena da existência como em fardos nas costas subindo a montanha da alienação. prefiro estar sóbrio nesta dança do que me enganar do que sinto, gosto da dor de ser o que sou assim mesmo puro, como bebo o álcool. ando só, mal acompanhado e o universo me diz sim.
o que te importa o que eu digo se nem eu me levo á sério em palavras subversivas, ou se me levo tão a sério que nunca me mostro na simples superfície de um dilema cotidiano ou vértices gráficos de um problema de matemática. no final de tudo resta apenas palavras, devaneios, ciências menores.. se minhas próprias palavras são placebo para driblar os sentimentos, se nunca digo o que penso, mas o que eu gostaria que pensasse que eu penso. não é contra mim mesmo mas é mesmo espelho, só que do avesso. do meu lado. não mesmo é o que penso, nem sei sobre mim, só sei de mim. mas definitivamente eu não sei o que digo. expressão da necessidade de dizer arriscando ao máximo com um mínimo de risco possível, o suficiente para manter a minha cabeça onde está.

12.12.07


não deveria ter remorso em estar triste, se já me basta a tristeza.. o fim da verdade ou a indústria da ilusão. o lado bom é que sempre há possibilidades de subversão dos fatos tal como lhes são apresentados em sua superfície, como quem diz e até tem razão que em um sentido mesmo restrito.. como se fosse mesmo possível sentido restrito e se houvesse mesmo um lado que não os estabelecidos, o que existe é a vontade de acreditar, apenas isto e dançam. eles te dizem com convicção tanta coisa sem sentido tão estranhos quanto um novo cardápio. entendo, ninguém entende. viver é raro, mas tão comum ás vezes que se perde em brevidades e complexos despropositivos. mas ninguém sabe disso. e quem vai dizer, se não sou eu a falar? ninguém precisa entender o que é necessário para derrubar os que decidem sobre o que é preciso entender. este sou eu e a minha voz triste pela sala vazia, os olhos ainda teimam em alcançar o horizonte mas firme sem saltar expressão. suspeito de mim, um anti-herói descalço sorrindo contente para o público ausente. antes fosse apenas querer, mas não. mas não quero eu salvar o mundo, não sozinho. até quero, mas não sozinho. caso fosse, e se eu me tornasse míope, ou se esqueceria o tédio.. no máximo no primeiro dia, passos da vida, engasgaria com saliva, morreria de falta de ar abaixo de tanto céu por pura falta de atenção como quem morre de sede no meio do mar ou se sente só na multidão. preciso me dizer alguma coisa, que sou livre, que ainda há tempo.. mas também preciso acreditar no que eu digo.

pinto um rascunho do céu na palma da minha mão, disfarço todos os meus defeitos como quem perde o medo de errar e por um momento eu pensei que fosse o fim. entre tantos quase nenhum era nada, poucos eram algo.. nunca quis dizer isto, mas estou realmente triste, cansado, só e sem esperança. fora os neuróticos todas as pessoas que conheço são loucas por um motivo ou outro. tenho uma capacidade incrível de amar muitas pessoas e esconder minhas mágoas, como se não existissem, mas ás vezes amigos e inimigos podem agir como se fossem os mesmos e isto é um instinto natural, se esconder na multidão. de todas as doenças a que mais odeio é a sociopatia que abre um sorriso em sua direção antes de lhe passar por cima. a lenda da tênue linha entre o amor e o ódio me seduz como quem precisa chorar pra depois sorrir. como se fosse possível adivinhar, aceito o futuro e sei que posso mudar de idéia amanhã, mas prefiro errar do que me arrepender.




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11.12.07

Do lugar onde estou já fui embora
José Pedro Goulart

É só dezembro se anunciar e já somos tomados por sentimentos de toda espécie. Hoje, por exemplo, acordei pensando em pedir desculpas aos meus netos por não ter conseguido fazer algo para melhorar o mundo quando lembrei que não tenho netos. Mas talvez venha a ter um dia e, nesse caso, esse texto terá algum propósito. Vamos lá, pois.

Meus queridos futuros/prováveis netos, compartilho com vocês o que descobri com o tempo e que talvez sirva para alguma coisa; e é o seguinte: a morte é certa, a vida, não.

Vocês gostariam de algo mais do avô de vocês? Desculpem, mas tive que pensar muito para conseguir chegar à conclusão acima, portanto não sejam mal-agradecidos e usufruam da frase (e da vida). Bom, talvez eu pudesse também pedir perdão a vocês pelo lixo que produzi, pela poluição que espalhei - e que agora vocês tem que lidar - por ter vindo antes, afinal, e ter morado num planeta melhor do que o que vocês provavelmente estão morando agora; mas devo confessar que, ao fim e ao cabo de tudo - e me contradizendo quanto ao primeiro parágrafo -, não acredito em desculpas.

Todo o aprendizado começa com algo marcante. No meu caso foi com a imagem do dedo do meu pai, transpassado por um anzol. Estávamos na praia, ele pescava e eu catava conchas - com seis anos é o que me cabia fazer - quando notei que algo estava errado: ao fazer o movimento com o caniço para atirar longe a chumbada, meu pai acabou fisgando o polegar. O anzol entrou do lado da pele e saiu pela unha, tornando impossível se desprender, como bem sabem os peixes, alguns instantes antes de não saberem mais nada. De modo que tivemos que ir até o pronto-socorro, comigo apavorado, e o meu pai quieto, com um anzol enfiado no dedão. Tudo isso me deu chance de aprender duas lições importantes. A primeira: adultos não se dão o direito de chorar na frente de crianças. E a segunda: é preciso tomar muito cuidado com anzóis.

Algumas coisas ainda a lhes dizer: tomem cuidado com as pessoas fúteis. Elas, por serem mais numerosas que as não fúteis, são as que decidem o quanto de futilidade o mundo deve ter. Vem daí que muitas pessoas não fúteis acabam caindo na futilidade, só para se darem bem com a maioria e acabam produzindo ainda mais futilidade. Entenderam? Na verdade, tomem cuidado com os dissimulados. Outra coisa, a frase do título desse texto não é minha, mas do Manoel de Barros: se é para roubar, roubem o que for bom. Última coisa, segundo William Reich (ou seria o Jung?), sete espirros equivalem a um orgasmo. De maneira que se algum de vocês estiver solteiro, arrume um resfriado.

"...sim, tudo que se herda, se dissolverá. E como esse frágil espetáculo que esmaeceu, não deixará nada para trás. Somos do mesmo material de que os sonhos são feitos e nossa vida insignificante se completa durante o sono." Meus queridos (prováveis) netos, se vocês fossem netos do Shakespeare teriam herdado algo assim. Mas, como são meus, só o que posso dizer em legado a vocês é que "a morte é certa, a vida, não".


José Pedro Goulart é jornalista, cineasta e diretor de filmes publicitários.
.. e não tenho mesmo jeito nessas minhas idéias fora de lugar, não tenho pressa, não tenho nome, permito-me ser tudo aquilo supostamente difícil e me permito o impossível.


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desobediente consciente
tanto quase quanto tanto
hoje eu acordei sonhando
nada me separa de mim


10.12.07

haverá um lugar, estarei lá. vai estar, quem for. está escrito que não existe ainda este lugar, agente não esperava por isso mas eles se superaram e eu até acho que somos mesmo especiais pra estarmos tão distante assim do ideal que eles gostariam que fosse. pois talvez eu esteja feliz por isso, não pretendo mesmo agradar a ninguém que não perceba quanto tempo já se passou da nossa estadia aqui neste qualquer coisa. agente inventa uma passagem secreta e está okei te espero lá a vida toda e se você não for eu estarei bem, posso ser os seus olhos, permita que eu durma e não veja alguns dias e eu te conto uma história sem fim.


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indiretas e ironias são as armas que os fracos têm para supostamente atacar e se esconder.


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pequenos gestos em causas utópicas, um grande feito para as formigas gigantes. que adianta ter tudo e ser nada? o todo e as partes de zero, zero. antes que pareça não importa aparência. me basto e o que vejo. não mistério. o que importa se vai chover? que molhe, que seja ..


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'Tudo que é sólido se desmancha no ar.' - Karl Marx

.. e muitas vezes há idéias que são até mais resistentes á mudança do que os próprios objetos físicos.



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7.12.07

.. e só de ouvir suas palavras sei que meus cabelos vão cair menos este mês. faz tempo que não tomo refrigerante, dizem que faz mal, ainda bem que prefiro cerveja.

sozinho na estrada deserta, mas não é só isso. surge alguém, pergunta e se o máximo que posso dizer é sobre mim mesmo e não gosto de falar de mim, pra mim não tem graça. eis uma questão; eu não me pintaria em um quadro pela qual eu não imaginaria os limites do esquadro.

o primeiro sentido, o que não se fala. o máximo sobre a carne para o lobo. talvez uma respiração próxima quando mais olfato do que vento no rosto, deixa os garfos de lado e agora faro como quem quer um gosto que não é comida, uma fome que não é na barriga, um vazio cheio de si mesmo, chama que arde sem se ver. um começo, pelo ar. talvez muito mais. muito mais sem saber e sem mudar de nome. mas não saberia dizer tudo, pelo menos não aqui, não agora. não penso nestes termos e não me leve a mal. este legado não se aprende.

.. ou não me pintaria em um quadro porque não imagino os limites do esquadro, nem as cores entenderiam minha razão sem limites.



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5.12.07

relativismo absoluto. fórmula e forma de vida. mundo fractal. a árvore como fórmula matemática, a expressão da raiz e galhos como extensão de si mesmo no tempo-espaço, estrutura como parte de um meio, a luz que a folha não pegou cai no chão e faz a sombra. as semelhanças e diferenças entre árvores a chamam de espécies e a chamam pelo nome. o legado da semente, o gênesis da criação. o ser, o não ser e o nada. variações sobre o mesmo tema. discurso sobre o método. equações em outros graus. caos organizado, ordem aleatória, relativismo absoluto, déspota e escravo, destino ou vida. o nome das coisas vieram muito tempo depois; mas pode chamar semente, árvore, mundo, universo; como quiser ou simplesmente de nada. assim foi como era, mas nem sempre o mesmo. não mesmo.


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