penso que logo existo. devaneios sobre o fim do mundo e lá vai passando o meu coração amarrado em um balão. os possíveis destinos da chuva e a anti-matéria não podem explicar. apenas mais uma canção de amor que eu esqueci e racunhando displicente o desenho das nuvens, antes de acabar o desenho já era outra nuvem. quando falamos de fim de século, para as estrelas é o fim de semana. mas mesmo assim, ainda penso que existo.
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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
- Mário Quintana