respiração em palavras
procuro dissonância discreta tendo o nariz como seta.
me sinto ridículo em rimas pobres, em frente ao espelho.
sorriso qualquer, sorte em pétalas, a embriaguês da chuva, amor e delírio em um olhar distraído, e carnaval na valsa de uma caixinha de música. procuro o verso do sol, o avesso da lua. rimas simples jamais contempladas. os possíveis destinos da água, se um dia foi lágrima. amo o ridículo da vida e a rima de uma calçada torta, sem sentido, sem brilho, sem fama, sem coragem, sem nada, sem nenhum motivo para ser lembrada.. e dizer que existe como quem assume os limites, como para nós a liquidez da água, aceitar ser um detalhe; o ponto de apoio para a alavanca que move o mundo ou nada para quem não viu.
procuro dissonância discreta tendo o nariz como seta.
me sinto ridículo em rimas pobres, em frente ao espelho.
sorriso qualquer, sorte em pétalas, a embriaguês da chuva, amor e delírio em um olhar distraído, e carnaval na valsa de uma caixinha de música. procuro o verso do sol, o avesso da lua. rimas simples jamais contempladas. os possíveis destinos da água, se um dia foi lágrima. amo o ridículo da vida e a rima de uma calçada torta, sem sentido, sem brilho, sem fama, sem coragem, sem nada, sem nenhum motivo para ser lembrada.. e dizer que existe como quem assume os limites, como para nós a liquidez da água, aceitar ser um detalhe; o ponto de apoio para a alavanca que move o mundo ou nada para quem não viu.

a vida inteira eu quis ser um verso livre com uma rima rara.
ResponderExcluirdesisti faz tempo.
Pois é, e quem nunca se sentiu ridículo? Acho maravilhosa a forma como você capta o singelo, os detalhes que muitas vezes passam despercebidos.
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