8.1.08

sonhei comigo distraído na calçada, sonhei que descida sobre uma bicicleta desgovernada, sonhei que o ônibus colhia pedestres pela rua, sonhei que tomava banho e vestia uma roupa suja, sonhei que tentava de várias formas conhecer as nuvens, sonhei que eu não falava a minha língua. última palavra e silêncio. o entendimento do infinito sobre nossas cabeças, o óbvio, o perplexo, o utópico, nexo-complexo. nunca se sabe, talvez mesmo o poeta parado na esquina. estado. certas coisas te resumem. deus, cigarros, chicletes. o que você tem no bolso. ou acima de nossas cabeças.


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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

- Mário Quintana