18.1.08

.mas, como assim? acabaram as idéias.acabaram as férias.acabou o vinho.acabou o lírio.acabou o alívio.acabou a sentença, as promessas, os conflitos, os suspiros, as cerejas e a consumação.acabou o perdão, acabaram as pedras, as rosas sem espinhos, os abraços apertados, o aperto de mão, os beijos e a conspiração.acabou o baile, o leite, o doce e minha inspiração.acabou sua graça e a festa de graça.acabou com o delírio, o delito, a lei e a contravenção.acabou com o imprevisto, acabou com o improviso.começou outra vida, sacudiu a poeira, rasgou este poema e fez tudo igual.

.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

- Mário Quintana