dizer qualquer coisa sobre os meus dias que não digo pelo risco de um sorriso irônico ou desvio blasè. tão mais fácil quanto o seu contrário. de outra forma a interação dos defeitos contrários é mesmo uma interessante saída, escala alternativa. seria esquecer a sutil distância do ponto e a reta trazendo a outra margem do rio pro lado de cá. querido diário. me arrisco a corrigir meus poemas sobre as grades da ortografia oficial como quem não tem como fazer outra coisa que possa chocar mais. e não há mais um novo quadrado que eu possa invetar amanhã. cair em pé. derreto esse gelo em um destilado pra esquecer deram nome ao outro lado do rio. é tudo invenção eu sei e até dói que a fórmula inédita jamais conhecerei, até sei isso mas não entendo muito bem. ? e dizer dos que em pleno estado de vida que talvez nem venha a contemplar o fim do seu primeiro amor e logo no dia que te abre para todas as incertezas desorganizadas de mundo que se fecha em dias, não há mais. nenhum céu para poder esquecer. prefiro desprezar o passado do que um torcicolo no pescoço. gostaria de esquecer de certas coisas ou trocar por uma espinha no nariz. assim mesmo, canções que me fazem ouvir. você cortou o cabelo e não me encontro entre os meus pertences porque não me vejo em objetos de consumo. mas por fim dizer uma vez como quem dorme em silêncio esperando por quem vive que a consciência é tão útil quanto as necessidades inventadas. o celular que pesa em meu bolso, eu prefiro usar desligado.
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eu prefiro viver morrendo.
ResponderExcluirp.s.: e isso não é nem um pouco interessante.
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