23.11.07



..inédito pra mim, revendo velhos filmes. refazendo minhas canções, novas pra mim agora. alguém disse assim, digo algo parecido antes. Elliott Smith entenderia meu silêncio. aliás e afinal. na verdade quem não entenderia, se já o rompí tantas vezes? por que não 'te callas' pensamento? porque não é desta natureza que pensas. sou índio, além. talvez mesmo o contrário e o mesmo afinal em sua volta, e mais e mais e mais, até, sem querer, parecer o que pensa. não estou triste, estou feliz, aliás muito, mas sem dizer. que silêncio? deveria então novamente arriscar-me contra os limites de um quadrado? e as mesmas idéias fora de lugar, tanto cor quanto incerto. deveria cair da mesma árvore, mesmo sabendo da inércia a que o chão passivamente espera? a cortina se fecha porque estava aberta, assim como abre, mas poderia abrir mais e mais até o seu contrário, até romper com os paradigmas da parede que a sustenta. nem de mágica é a levitação, leviano. da afirmação assim como o seu contrário. de qualquer momento, em qualquer lugar. mesmo longe, o mesmo, agora, depois e depois talvez também. nada. sempre existiu o agora e o sempre a que nos resumimos sobre o tempo. mas dedico, assim você me vê. talvez agora de uma outra forma também. assim vê. mas me vejo e vejo. está tudo bem. estamos tão mergulhados até esquecer da superfície, mas no fundo no fundo tudo é quase a mesma coisa sendo os mesmos, partes da mesma fórmula fractal a que somos desenhados: tanto a flor quanto o seu inseto.



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Um comentário:

  1. esse mundo é muito grande, tão grande q a esperança é a última que morre...
    tem gente demais no mundo, não dá pra generalizar! hahaha
    ;P

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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

- Mário Quintana