29.11.07

.. L'Être et le néant:
Essai d'ontologie phénoménologique


procuro os meus óculos. é um caminho distante entre o ser e o nada, tateando os corpos que estão deitados na sala, nunca sei o que me espera antes de minha mão alcançar. nesta hora penso em tudo que eu havia visto alí todos estes dias e grito contra os móveis fora de lugar. acerto na quina, não a loteria mas o joelho na esquina da escrivania tanto dói quanto me calo nesta luta silenciosa dos braços estirados ao espaço e a escuridão que é só minha.



..

2 comentários:

  1. Nooooooooooooooossa....

    sei se sou capaz de comentar...

    se sou?

    será?

    os braços estirados ao espaço e a escuridão que é só minha...

    me lembra uma cois minha:

    E o cabelo jogado por tantos lados...
    Lados tantos quantos são os pensamentos.

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  2. Lindo, lindo!! very very.. inda bem que comentou.. magina me privar dessa riqueza? ..brigado, é um super incentivo! ..bom dimais trocar figurinhas rsrs' beijo!

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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

- Mário Quintana