19.11.07

Soneto XVIII

Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Às vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na eterna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.

William Shakespeare

4 comentários:

  1. Oi Zéder! Respondi... Te mandei um e-mail, deve ter ido pra caixa de lixo eletrônico, vou mandar outro!
    Beijos

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  2. Obrigado Júlia!
    Aguardarei.
    Beijos

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  3. Lindo demais esse soneto em?

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  4. Verdade Kukla,
    demais mesmo!!

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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

- Mário Quintana