27.3.13

o poeta e o violão


tenho que ir, aproveitar minha vida de sorte hoje
já que tive tanto azar desde o início de ontem
e ainda ser apenas mais um poeta bêbado
na beira da calçada sem saber de nada
estou perdendo o ar a força e a poesia
e a noite lá fora que está como um eclipse
espero ter uma inspiração e mais nada,
voltar pra casa sozinho no meio da rua 
para compor uma música em sol maior
as cordas do violão estão quebradas, 
mas tanto faz, se a música também é de dor.

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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

- Mário Quintana