esquecer o próprio nome
e inventar uma nova língua
Você não era assim tão diferente
Protestos te levam pra rua todos os dias
Você não tinha idéias revolucionárias antigamente
Foi o mundo que mudou ou eu mudei o mundo.
Elas te deixam fazer o que você quer
Olhos para o alto e havia uma astronave
Não era apenas o futuro olhando para o lado
Eu era apenas um astronauta no chão
Enquanto você tenta inventar uma filosofia qualquer
Ora, quando você diz eu pretendo sumir
Mas quando você não está eu tento existir
Mantenho todos meus sentimentos contraditórios
de uma pessoa normal que diz bom dia todos os dias
Você continua procurando uma forma de chocar as pessoas quando diz os nomes de todas as verdades absurdas que nunca podem ser ditas. Quando não me interessa se Jesus não tinha CNPJ, Jesus não vendeu lembrancinhas com o seu nome, Jesus não guardava estátuas em casa, Jesus não estreou no cavern club com os Beatles, Jesus não tinha violão e não era canhoto, Jesus não era mau/era diferente, Jesus não estava mal/ele apanhou, Jesus era ele mesmo pelo máximo de tempo que pode ser. A projeção que se faz do outro leva a caminhos diferentes não como se aprensenta mas apenas uma tentativa de rascunho da realidade e até tentar não julgado pelo que parece. Se isto pode ser uma forma de existir é uma saída, frente a um mundo que nos dá as costas. Assim, então se vá. Por fim, peço desculpas se não cometi nenhum erro.

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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
- Mário Quintana