tinha um sorriso difícil
trazia um resto de vida
levava um erro eminente
passava entre as pessoas
perdia o senso de dor
caminhava em círculos
contava a sorte nos dedos
sentia cheiro de nada
bebia o gosto da água
não sabia que existia
fazia conta do gasto
tinha o tempo no rosto
sem expressão no gesto
não sabia chorar ..
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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
- Mário Quintana