CARTAS PARA O FUTURO, outra parte
Chegamos ao poder?
Mas não sabemos o que fazer.
Era uma vez,
uma história que nunca será contada.
Era um pedaço de nada,
vindo de lugar nenhum.
Existe mais coisas entre a nossa consciência superficial
e a nossa parca capacidade de não mudarmos o mundo
do que julga a nossa tão existencial hipocrisia.
Estamos sós, onde quer que esteja.
E nesta condição não estamos sozinhos,
pois todo mundo está junto nesta solidão.
Neste mundo mal acompanhado.
Se existe vida inteligente
em algum lugar no espaço
cujos os quais não estamos entre eles.
Cartas para o tio Lennin não serão entregues,
pelo carteiro da Flórida antes do meio dia..
Antes, mais cedo, ela passa pela CIA e molha a bunda na bacia..
Eles pensam que sabem o que dizem
quando dizem que sabem o que pensam.
Quem não se importa com o futuro
tem a vida toda para esquecer de si mesmo,
como quem esquece as chaves de casa
do lado de dentro da rua, vendo as nuvens passar.
Vendendo as nuvens que passam
cobrando pedágio dos pássaros,
era um pequeno avião com rodas
era um paletó acima de botas
Que passou a vida toda sem viver,
para cavar a sua própria cova.
Estratégias de guerra para
perder o conhecimento.
Era um ventilador comum,
pregado na parede do esquecimento,
girando sobre o eixo de sua cabeça,
que tinha asas mas não podia sair pra voar.
me beije outra vez e
depois cuspa o meu beijo na calçada
vomitarei no seu nome
em ressaca da noite anterior
minha cabeça doendo, pensando nela
e eu esquecendo o meu nome..

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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
- Mário Quintana