sentado sobre o muro da displicência
procurando novas provas de existência
mesmo nas asas de um pássaro qualquer
ou folhas de árvores na ação do vento
ainda esperava chuva contra o silêncio
mas não via nada que lhe tirasse do lugar
percebia-se fora de qualquer aspecto
a que se pode nominar matéria tão diversa
separava o corpo da palavra e assim
despedia de si mesmo como se fosse outro
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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
- Mário Quintana