18.9.08

última fronteira da poluição

sentido nada faz
definitivamente eu realmente nada
e depois tudo bem se de alguma forma
lugar nenhum em todo lugar
redundâncias boiando e escolhas mal feitas
resta além de alguma alternativa e alternativa
sobre o céu nada dos últimos versos, restos
do que sobrou depois que nada aconteceu
o fim fora de ordem ainda pode ser o começo

ou
ou
ou
ou
ou
ou
ou
ou
ou
ow

..

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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

- Mário Quintana