daqui eu vejo o mundo
[pelas lentes do aquário]cabeças e pés perto de mim
[côncavo sistema antiquado]quão seco me parece ser, lá fora
[janelas me olham abrindo e fechando]o mundo aqui nunca foi grande
[como as barrigas dos braços que jogam comida..]mas que quase tudo aqui sou eu. do início ao fim.
[e ninguém me ouve quando sou todas as vozes]penso que ainda existo no mar que é todo meu
no meu dicionário de poucas palavras que falo comigo
tenho muito o que fazer nos dias em que não estão de férias

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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
- Mário Quintana