Elvis nunca morre, disse uma vez. quando antes de me encontrar do outro lado da rua. Não entendo como dizia palavras tão grandes com tanta facilidade. nunca, sempre, todos, nada, nenhum e nunca dizia talvez ou quase, esta segunda opção se parece mais comigo embora nunca tenho certeza de nada o que me parece algo que passa desbercebido às vezes. eu pensava muito quando estava por perto e muitas vezes tive a impressão de que eu precisava sempre estar correndo pra chegar em algum lugar, em situações meio constrangedoras, embora até agora esteja lá fora e ainda não fez nenhuma pergunta pra mim, mas eu sempre esperava uma saída pra me defender antes mesmo do ponto de interrogação. não queria estar sempre pensando em algo, queria estar somente alí. a tv estava ligada em algum canal desinteressante como aqueles canais que informam o trânsito em uma estrada que nunca fui, um acidente qualquer, que como todos os outros, totalmente previsíveis.
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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
- Mário Quintana