1.9.13

NO CAMINHO DO MEIO, NO MEIO DO CAMINHO...




O som do sol é o sopro do vento do céu
que todo dia se permite o amanhecer
Luz da manhã, nada de mais
Apenas mais uma revolução
que a gente sempre tenta fazer
todos os dias antes de acordar

Se você não sabe pra onde vai
Provavelmente também não sabe onde precisa chegar
De tantas flores que ele te deu
Pedras no caminho agora é o que você tem
O sol só nasce uma vez
para cada otário que fica calado
Talvez você entenda uma canção sem nome
Um coração sem bater, uma luta sem brigar

Felicidade é o meio do caminho
Pra quem não sabe onde ela está
Faz parte de um suplício, quase no precipício
Um outro malefício, eu quase que desisto
eu quase desisto, eu quase, eu desisto.

Outra promessa pra mim, você fez
Mas esqueceu o meu nome outra vez
Tanta esperança, pra quem nunca tem
Um caminho de esperar,
pra quem não tem onde chegar.
pra quem não tem quem lhe esperar.
 

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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

- Mário Quintana