Acordar para o mundo, sonhar, abrir a porta. Durante os anos
que se passaram a ausência de pensamento em todos os tempos nos faz pensar que
continuamos os mesmos pedaços de humanidade a desfilar os mesmos defeitos na
calçada do mundo de todos os tempos. Estamos precisos ao duvidarmos quando à nossa única certeza ser justo a incerteza. Uma existência que se baseia na própria falta de si mesmo,
como se conseguíssemos não tentar decifrar a natureza e tentar fazer parte dela
sem mudar. Impossível não notar um mundo que habita em nossas mãos e nós na mão da natureza.
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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
- Mário Quintana