ópio da modernidade
o amor é estranho para os dias atuais. sentimento banal, escolha irracional. o amor vive no real mesmo sendo a própria essência do abstrato. ainda move algumas montanhas e colhe nuvens.
é o mais primário sentimento de culpa existencial, também um lado animal que subrevive nas cidades em troca de sexo. o amor é a vontade de dividir e comer pão. o amor é feio quem quer ficar bonito. o amor hoje em dia é muito esquisito. o amor é o ópio da opinião pública, depois do jornal vem a novela.
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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
- Mário Quintana