14.1.09

diferentes flores, diferentes cores

ela sentina uma enorme atração pelo erro,
desastres sem vítimas,
acasos e acidentes engraçados..
sentia que aquilo era meio diferente
guiava-se pela contramão
apertava os dedos entre si
e tinha um sorriso de lado
não sabia de onde vinha isso
não era maldade, era um sinal
precisava se distinguir na multidão
precisava colher flores de cactos
necessidade existencial

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Quem faz um poema abre uma janela
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas, enfim, profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

- Mário Quintana